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ATRASOS NA RETIRADA DA CNH: UMA BOLA DE NEVE DERRETENDO

Por todo o Brasil, a pandemia levou as autoescolas e o próprio Detran a reduções operacionais e até à paralisação dos serviços. O resultado foi uma “bola de neve” de demandas de alunos antigos e novos, que estão demorando mais que o esperado para conseguirem a tão sonhada habilitação. Mas, calma! A Piloto está agindo para que essa bola de neve derreta e tudo volte ao normal.

Desde março de 2020, as autoescolas em todo o Brasil vêm sofrendo com as restrições impostas pela pandemia da COVID-19. Em Pernambuco, os lockdowns levaram os Centros de Formação de Condutores (CFCs) a paralisar suas atividades por 105 dias. Em São Paulo, essa paralisação chegou a seis meses!

E quando as autoescolas foram autorizadas a abrir de novo, inicialmente só a atividade administrativa foi permitida. Em seguida, voltaram as aulas, mas com redução no horário de funcionamento e na capacidade permitida de alunos por sala.

Se, por um lado, as restrições foram (e ainda são) essenciais para o controle da pandemia, de outro, inevitavelmente, reduziram a capacidade operacional dos centros de formação, o que vem gerando atrasos nos processos de retirada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A Piloto vem cumprindo todas as medidas governamentais e tomando as precauções necessárias de combate ao Coronavírus, para a segurança dos alunos, instrutores e de toda a coletividade. E os atrasos gerados vêm sendo minimizados pelas alternativas implementadas pela nossa autoescola e pelas entidades que representam o setor.

Veja a seguir porque os processos de obtenção da CNH estão mais lentos e como esse atraso vem sendo manejado pelas autoescolas – em especial, pela Piloto!

Por que os processos de obtenção da CNH estão atrasados?

Quando os CFCs tiveram que paralisar suas atividades, os alunos já matriculados não puderam dar andamento à preparação para os exames teórico e prático do Detran. Inclusive, o próprio Departamento Estadual de Trânsito sofreu com a paralisação dos serviços durante o lockdown e não pôde dar seguimento ao atendimento inicial, onde são colhidas foto e biometria, bem como à realização dos exames médico e psicológico e à aplicação das provas teórica e prática

Quando os serviços das autoescolas foram reabertos, os horários de funcionamento tiveram que ser reduzidos e o número de alunos por sala diminuiu para 50% da capacidade total. Isso significou, para as autoescolas, menos aulas por dia e menos alunos atendidos por aula.

Além disso, a sanitização dos veículos, após cada uso individual nas aulas práticas também levou à diminuição de aulas práticas por dia. E o afastamento preventivo (de 14 dias) de instrutores sintomáticos, ou com casos confirmados em casa, acabou diminuindo o número de profissionais disponíveis para acompanhar o treinamento dos alunos.

O Detran, por sua vez, também reabriu o serviço ao público com restrições de funcionamento, tendo que agendar os atendimentos por horário fixo e liberando o uso de apenas 50% dos computadores disponíveis para a realização do exame teórico. Portanto, houve menos agendamentos iniciais e um gargalo na realização das provas.

Por tudo isso, o prazo para a conclusão do processo de retirada da CNH, que antes era de 12 meses, foi prorrogado por tempo indeterminado pelo CONTRAN. Todos que deram início ao processo de retirada da habilitação, neste período, poderão concluí-lo com tranquilidade, respeitando todas as medidas de prevenção determinadas pelo Poder Público.

Uma bola de neve...

Agora, imagine só a situação das autoescolas. Com a redução dos alunos atendidos por dia, os já matriculados precisam de mais tempo para concluir a preparação para as provas. Quando o treinamento é concluído e a autoescola vai agendar as provas, a agenda do Detran também está cheia e as datas disponibilizadas estão semanas à frente.

Nesse meio tempo, novos alunos se matriculam para conseguirem a tão sonhada habilitação. O Detran permite que as autoescolas aceitem novos alunos de acordo com o número de carros que o centro disponibiliza para os treinamentos práticos. Essa proporção não se alterou. E não seria justo negar a entrada de novos alunos, quando muitos deles contam com a CNH para se recolocarem no mercado, tão atingido pela pandemia, ou até para, utilizando veículos individuais, evitarem os riscos de transmissão associados ao uso dos transportes públicos.

Portanto, os novos alunos chegam e também precisam realizar suas aulas teóricas e práticas, que já estão com a agenda lotada pelos alunos antigos. Quem marca sua aula antes, ganha prioridade sobre quem chegou agora, é claro. Porém, quando o próprio aluno não comparece à aula agendada, deixando ociosa aquela preciosa vaga, seu reagendamento acaba indo para o final da fila.

E assim o processo sofre com uma bola de neve de demandas, que estão sendo atendidas pouco a pouco.

O que as autoescolas estão fazendo para minimizar esses atrasos?

Os CFCs de todo o país são representados pela Federação Nacional das Autoescolas – FENEAUTO, que dialoga com as entidades sindicais estaduais. Em live gravada no Instagram da nossa autoescola (@pilotope), Ygor Valença, vice-presidente da FENEAUTO e presidente do SINDCFC-PE, falou sobre as várias ações tomadas pelas entidades coletivas para minimizar os prejuízos gerados pelas restrições operacionais nas autoescolas.

Segundo Ygor, a FENEAUTO conseguiu justificar para o Governo que o serviço das autoescolas era essencial e não classificado como instituição de ensino, pelo número reduzido de alunos por sala. Bem assim, mostrou que o curso no formato EAD não atenderia à necessidade que o futuro motorista possui, de contato direto com o instrutor.

O vice-presidente da FENEAUTO também falou sobre as sugestões que estão sendo trabalhadas junto às autoridades, para ajudar a desafogar os processos de retirada da CNH, tais como matrícula com foto e biometria na autoescola e realização da prova teórica de maneira virtual e descentralizada. Ele reafirmou o compromisso dos CFCs e suas entidades representativas de advogar junto ao Poder Público novas alternativas para minimizar os prejuízos decorrentes dos atrasos em análise.

E a Piloto? Está se movimentando para derreter essa bola de neve também?

Com certeza! Na mesma live mencionada anteriormente, participou também o diretor da Autoescola Piloto, Fábio Gusmão. Ele explicou que a Piloto, desde novembro do ano passado, planejou o que podia fazer para lidar com a bola de neve dos atrasos nos processos da CNH: comprar mais veículos e contratar novos instrutores.

Contudo, as fábricas também estavam com a capacidade reduzida e pediram um prazo maior para o faturamento dos veículos novos. Além disso, pouco adiantaria adquirir novos carros e motos sem a presença de instrutores capacitados para ministrar as aulas.

Por isso, a Piloto se empenhou na formação e contratação de novos instrutores, através do nosso Programa de Formação de Novos Instrutores (PFI - Piloto), que é um sucesso! Desde janeiro até agosto deste ano, 100 novos instrutores já foram formados! E uma nova turma será aberta em breve – para mais informações, consultar as redes sociais da nossa autoescola.

Para este segundo semestre, portanto, a Piloto conta com mais uma centena de novos instrutores e com os novos veículos – que já chegaram! – para aumentar a qualidade e a eficiência do serviço prestado a você.

Mantendo-se o cenário atual, o diretor da Piloto espera que os prazos para a retirada da habilitação se normalizem até dezembro deste ano.

A bola de neve nos processos de retirada da CNH existe e é uma consequência lamentável das necessárias medidas de proteção contra a pandemia. Mas, graças às alternativas buscadas pelas autoescolas, essa bola de neve está finalmente derretendo! Os processos voltaram a correr e devem normalizar em breve. Até lá, quanto mais cedo o processo for iniciado, mais cedo ele será concluído!

ATRASOS NA RETIRADA DA CNH: UMA BOLA DE NEVE DERRETENDO